A poesia é um bicho
selvagem, arisco,
entocado nos limites da linguagem.
O poeta coloca pratos de arroz,
feijão e carne,
frutas e doces
à entrada da toca.
Não tendo mais nada a oferecer,
o poeta abre suas veias
— o sangue escorre…
A poesia, tocada,
bota uma pata para fora.